Aquelas pessoas que andam no tumblr e no found a copiar mensagens para depois colocarem no facebook como status sem os devidos créditos irritam-me. Forçar a cena de ser interessante é das coisas mais desinteressantes que há.
Qualquer dia digo-te e não vou ser meiguinha.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Dez amigos
A qualidade dos amigos só se mede com o tempo. É como nas relações amorosas, é preciso haver drama, confusão e nódoas negras para saber se temos um amigo das festas, dos jantares, do cinema, do regabofe ou do colinho - quando somos sortudos temos um que preenche todos os requisitos.
Vou ali verter uma lágrima e limpar a pinga do nariz e já volto.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Nove unhas e um dedo.
Pessoas que cortam as unhas nos transportes públicos. Não percebo o conceito. (Mas assumo que mesmo petrificada faço sempre figas para que atrás da unhas e depois daquele "clic" que arrepia lhes vá também um dedo atrás).
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Oito anos depois.
Encontrar pessoas do passado é uma treta porque a maior parte das vezes se ficaram no passado é porque não as quisemos no presente ou não eram suficientemente importantes para as mantermos na nossa vida e nós nas delas. Ou porque tiveram de lá ficar porque pertenciam a um certo lugar naquele tempo e naquele espaço. Não sou saudosista e não gosto daqueles balanços que obrigatoriamente temos de fazer da nossa vida quando nos deparamos com alguém que há muito não nos vê. Somos analisados à lupa superficialmente e parece somos obrigados a colorir a verdade quando não queremos explicar demasiado.A verdade é que já ninguém se conhece e não é como antigamente e não me apetece que seja como antigamente. E depois querem o número de telefone e nós parvos damos e depois ligam-nos e depois não atendemos e depois ligam novamente e depois começamos a pensar como raio vamos descalçar a bota e depois receamos um novo encontro junto à secção das verduras no hipermercado.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Sete corações partidos
As pessoas são desleais e têm falta de integridade quando já não sentem paixão ou deixaram de amar o outro. Somos descartáveis como um copo de plástico que já cumpriu a sua função e é esmagado e atirado para um canto. Venha o próximo. Já não existem princípios, só atropelos e pressa, muita pressa.
Há quem não perca tempo a terminar uma relação e se precipite sem receios numa nova, há quem não os tenha no sítio e arranje desculpas para se descartar da responsabilidade de comunicar que já não se sente o mesmo de antigamente, mas quando partimos o coração a alguém e nos limitamos a dizer que acabou - quando o dizemos - e nos apressamos a colocar um muro que o outro não possa transpor com as suas perguntas estamo-nos a desresponsabilizar de um passado em que aceitámos levar connosco o que agora parece um fardo, o coração alheio.
Esta coisa das relações humanas tem as suas complicações, mas quando a cobardia e egoísmo imperam é tudo mais difícil para todos. Uns saem mal na fotografia e outros ficam amargurados - para sempre. E porquê? Porque há sempre mais alguém, há melhor por aí. Até ao dia em que a quantidade e qualidade rareiam. E a pressa? Porquê tanta pressa? Para se chegar a lado nenhum e com os atropelos do passado na bagageira.
Com a integridade não se brinca e com o coração dos outros também não.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Seis nenucos.
Andei a ler uns blogs acerca da maternidade, blogs de mães que partilham a aventura de criar pequenos seres humanos e digo pequenos porque tanto quanto posso perceber a maior parte são jovens mães com filhos ainda de tenra idade. O que li fez-me pensar.
Queria muito ser mãe e quando penso numa miniatura da minha pessoa (e do pai) a cirandar pela casa, a fazer tropelias e com a frescura própria de quem ainda não tem o pensamento e as opiniões viciadas dá-me um ataque de ternura que sinto como se fosse um amor incondicional por um ser que ainda não existe. Claro que isto não passa de uma projecção, mas há coisas que sabemos que nunca faremos, que no fundo nunca seremos e outras que vivem em nós, adormecidas. Parece-me ser o caso.
Ser mãe e pai é uma grande responsabilidade, é educar as pessoas do futuro é dar-lhes as bases que farão delas grandes mulheres e grandes homens. E convém lembrar que as pequenas ternurinhas crescem e que é preciso estar atento e não as perder no processo. E esta responsabilidade não tem a ver só com dinheiro ou apenas de coisas materiais, mas de tempo, tempo a sério, tempo para tudo e não apenas de qualidade. Tempo para lhes dar banho e ler uma história, para lhes ralhar, para brincar, para os ouvir e para os sentir. E é por isso que não acredito no tão falado tempo de qualidade. Este tempo curtinho com uma espécie de selo de garantia é isso mesmo, curto, porque os laços e a confiança criam-se nos pequenos nadas do dia-a-dia: nas birras, nas cócegas, nas zangas, nos passeios e naqueles minutos em que nada parece acontecer, mas o tempo passa e enquanto os ponteiros do relógio mexem nós vamo-nos sentido e não há nada melhor que sentir o outro e vê-lo com o coração.
Digam-me as mães se estou errada.
domingo, 24 de julho de 2011
Cinco redes sociais.
Duas redes sociais? Paleaaaaaase. (Ainda me vou arrepender de desfazer do google+).
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